Uma operação desarticulou uma fábrica clandestina de cigarros falsificados no bairro de Pontezinha, no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. A ação resultou na prisão de 19 pessoas e no resgate de 25 trabalhadores paraguaios que viviam em condições semelhantes à escravidão. A iniciativa contou com a participação de equipes da Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz-PE), da Polícia Federal e da Polícia Militar.
No local, os agentes encontraram uma grande quantidade de cigarros prontos para comercialização, além de insumos, matérias-primas e maquinários utilizados na produção ilegal. O produto fabricado não possuía selo de controle fiscal e, segundo as investigações iniciais, seria distribuído no estado de Pernambuco.
Os trabalhadores estrangeiros foram localizados em condições precárias de alojamento e foram encaminhados à sede da Polícia Federal, no Recife, onde o caso passou a ser investigado. A identificação da situação de exploração reforçou a gravidade da ocorrência, que vai além da ilegalidade fiscal e envolve possíveis crimes contra direitos humanos.
De acordo com a Sefaz-PE, a descoberta da fábrica foi resultado de trabalho de inteligência, e as equipes seguem levantando informações para determinar há quanto tempo a produção funcionava, além de identificar os responsáveis pela operação e possíveis ramificações do esquema criminoso.





