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Mulher que fingia ser adolescente foi acolhida em abrigos no Recife antes de ser presa em SC

Caso revela falhas na identificação e passou por três instituições de assistência social na capital pernambucana

Por: Redação CBN

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A mulher presa por se passar por uma adolescente de 12 anos em Joinville, Santa Catarina, já havia sido acolhida anteriormente em abrigos no Recife, onde chegou a ser encaminhada para uma unidade destinada a menores de idade. Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, utilizou identidades falsas e mobilizou diferentes serviços da rede socioassistencial pernambucana em julho de 2023.

De acordo com a Prefeitura do Recife, Amanda se apresentou inicialmente como “Gabrielly Souza de Oliveira”, afirmando ter 12 anos, e foi atendida pelo Serviço Especializado em Abordagem Social (Seas). Em seguida, foi encaminhada ao Abrigo Noturno Irmã Dulce dos Pobres, no bairro de São José, voltado para adultos. Diante da incompatibilidade com o perfil do local, o Conselho Tutelar foi acionado.

A partir disso, ela foi transferida para a Casa de Acolhida Raio de Luz, na Madalena, destinada a adolescentes em situação de vulnerabilidade social. A medida, segundo a gestão municipal, teve como objetivo garantir proteção integral. Durante a permanência, no entanto, começaram a surgir inconsistências nas informações fornecidas pela suposta adolescente, o que levou o caso a ser encaminhado à delegacia. Mesmo após registro de boletim de ocorrência, ela foi liberada.

Cerca de dez dias depois, Amanda voltou a buscar atendimento, desta vez no Centro POP José Pedro, em Boa Viagem, afirmando ter 18 anos. Durante acompanhamento psicológico, a equipe identificou comportamentos suspeitos, como voz infantilizada e contradições em seu relato. A partir da análise técnica, foi possível constatar que se tratava da mesma pessoa atendida anteriormente como uma menor de idade.

Amanda deixou o local por conta própria após ter sua identidade confirmada. No dia 2 de junho deste ano, ela foi presa em Joinville, onde vivia há 14 meses como filha adotiva de uma família, ainda sob falsa identidade. Segundo a Polícia Civil, ela confessou o crime e possui antecedentes por golpes semelhantes em outros estados, sendo investigada por estelionato e falsa identidade.

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Acervo CBN

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