Escute ao Vivo
- Publicidade -
- Publicidade -

As mãos de quem transforma: como o ciclo do alumínio vence o preconceito e gera cidadania em Pernambuco

As latas, principalmente as de alumínio, estão sempre presentes na vida de milhares de brasileiros. Seja na cervejinha do final do dia ou no refrigerante gelado que acompanha o almoço, o volume de latinhas descartadas diariamente no país é alto. É aí que a reciclagem se mostra cada vez mais necessária, ainda que não valorizada […]

Por: Redação CBN

Gerando áudio…
Ouvir a Matéria

As latas, principalmente as de alumínio, estão sempre presentes na vida de milhares de brasileiros. Seja na cervejinha do final do dia ou no refrigerante gelado que acompanha o almoço, o volume de latinhas descartadas diariamente no país é alto. É aí que a reciclagem se mostra cada vez mais necessária, ainda que não valorizada ou ignorada pela sociedade.

Do coração da Zona da Mata Norte, em Nazaré da Mata, vem a força de uma história moldada pela resistência. Recolher latinhas nunca foi um meio de ter dinheiro, mas uma missão de vida, que Veronica da Conceição, carrega com afeto, orgulho e com a certeza de que cada peça recolhida dá um pouco mais de vida ao meio ambiente e aos homens.

Apesar de Pernambuco e do Brasil liderarem os índices mundiais de reciclagem de alumínio, onde cerca de 97% do material utilizado foi reaproveitado somente em 2025, de acordo com a Associação Brasileira de Alumínio em conjunto com a s Associação Brasileira dos Fabricantes de Alumínio, quem está na ponta da cadeia ainda enfrenta uma barreira invisível, mas extremamente dolorosa: o julgamento alheio. O preconceito nas ruas tenta diminuir uma profissão que é essencial para o meio ambiente e para a economia circular. Mas a dignidade de quem trabalha honestamente não se deixa abalar pelos olhares tortos de parcela da sociedade.

Para vencer a discriminação e fazer o negócio girar, a rotina exige técnica, paciência e muito suor. O ciclo da latinha é uma engrenagem que não para. O trabalho começa logo cedo com a coleta dos resíduos nas ruas e durante grandes eventos, passando pela triagem minuciosa para retirar impurezas, o amassamento manual ou na prensa, até chegar ao armazenamento e à venda nos galpões de reciclagem. Um passo a passo rigoroso que Karoline Crocia, gerente da agência do Sistema de Crédito Corporativo (Sicredi) em Olinda, detalha.

É esse suporte técnico e financeiro que transforma o suor do dia a dia em emancipação econômica. O ciclo que começa nas mãos calejadas de catadoras como Verônica ganha força no mercado, provando que a reciclagem vai muito além dos números impressionantes de preservação ambiental. Trata-se, acima de tudo, de gerar valor, resgatar a cidadania e garantir que o orgulho de quem limpa o mundo seja reconhecido com a dignidade que merece.

Mais Lidas

Acervo CBN

spot_img
- Publicidade -

Notícias Relacionadas