A Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) emitiu um alerta sobre um novo golpe que utiliza o nome e a identidade visual de órgãos de Vigilância Sanitária para vender, de forma fraudulenta, medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras”. A orientação é que, ao receber ligações, mensagens ou e-mails com esse tipo de oferta, o cidadão não clique em links, não faça pagamentos e interrompa imediatamente o contato.
Segundo a diretora da Apevisa, Karla Baêta, nenhum órgão de Vigilância Sanitária comercializa medicamentos ou qualquer outro tipo de produto. A atuação dessas instituições é voltada exclusivamente para atividades de regulação, fiscalização e licenciamento. Por isso, qualquer venda feita em nome da Anvisa, da Apevisa ou das vigilâncias sanitárias municipais deve ser considerada um golpe.
A agência também chama a atenção para a circulação de medicamentos falsificados e de produtos sem registro sanitário. As chamadas canetas emagrecedoras, pertencentes à classe dos agonistas do GLP-1 e utilizadas no tratamento do diabetes e da obesidade, só podem ser comercializadas no Brasil quando possuem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Atualmente, há medicamentos regularizados à base de semaglutida e tirzepatida.
De acordo com a Apevisa, produtos adquiridos no exterior ou vendidos sem autorização sanitária não oferecem garantias de qualidade, segurança e eficácia, podendo representar sérios riscos à saúde. A agência orienta que consumidores desconfiem de ofertas com preços muito abaixo do valor de mercado, um dos principais indícios de fraude ou falsificação.
Outro alerta é sobre medicamentos manipulados. A Apevisa reforça que esse tipo de produto deve ser preparado de forma individualizada, sempre com base em prescrição médica específica para cada paciente.
A orientação da agência é que o uso de canetas emagrecedoras seja feito somente após avaliação médica, realização dos exames necessários e acompanhamento profissional durante todo o tratamento. A automedicação e a compra de medicamentos sem prescrição podem aumentar o risco de efeitos adversos e complicações.
A Apevisa lembra ainda que todos os serviços prestados pelos órgãos de Vigilância Sanitária, como protocolos e emissão de taxas, são realizados exclusivamente pelos canais oficiais e, quando há cobrança, o pagamento é feito por meio de guia de recolhimento.
Em casos de suspeita de golpe, venda irregular ou comercialização de medicamentos falsificados, a população deve denunciar às autoridades sanitárias. Em Pernambuco, as denúncias podem ser feitas pelo e-mail [email protected], pelo telefone (81) 3184-0001 ou pelo Disque Saúde 136.






