O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) condenou Antônio Vitor Alves da Silva, preso por estuprar, matar e decapitar uma idosa diagnosticada com Alzheimer em Paulista, no Grande Recife. O crime aconteceu na véspera do Natal de 2022.
De acordo com a sentença, o réu foi condenado a 30 anos e 4 meses de prisão em regime fechado. Após o período de reclusão, Antônio ainda deverá cumprir um ano e dois meses de detenção em regime aberto ou semiaberto e pagar 20 dias-multa pelos crimes de homicídio qualificado, estupro, ocultação e vilipêndio de cadáver.
A vítima, Josenilda Lins Ezequiel da Silva, de 64 anos, foi encontrada morta em um terreno baldio, sem a cabeça e sem as mãos. Em setembro de 2025, a Vara do Tribunal do Júri do município chegou a cancelar uma sessão após a defesa do réu alegar que ele sofreu um “incidente de insanidade mental”.
O Conselho de Sentença considerou Antônio Vitor culpado das acusações com os agravantes de motivo torpe; mediante tortura; recurso que dificultou a defesa da vítima; em contexto de feminicídio; estupro; ocultação de cadáver e vilipêndio de cadáver.
Ainda segundo o texto, o magistrado considerou como atenuante a confissão espontânea do réu. No entanto, os advogados que representam a família da vítima disseram, em nota, que vão apresentar recursos para retirar essa atenuante e aumentar o cálculo da pena. Eles alegaram que a condenação ficou abaixo do que consideram adequado diante da gravidade do crime e das provas apresentadas no processo.
Relembre o caso:
No dia do crime, a vítima saiu de casa sozinha e pegou um ônibus. Ela percorreu 14 quilômetros até descer em uma parada próxima ao local onde foi assassinada. Câmeras de segurança registraram o momento em que o homem encontrou a vítima no meio da rua e a levou ao terreno abandonado.
O corpo da idosa foi encontado no local com cortes na região do abdômem e genitália. A cabeça foi achada a cerca de 50 metros de distância, e as mãos nunca foram encontradas. As investigações apontam que o réu também estuprou a vítima.
Em depoimento, Antônio Vitor alegou que Josenilda foi babá dele, e que cometeu o crime porque foi abusado sexualmente por ela quando era criança, mas de acordo com o inquérito, a vítima nunca trabalhou como babá em casa de família, apenas havia atuado como cuidadora de crianças em um colégio particular em Olinda.






