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TCE-PE aponta avanço na imunização e redução de municípios em situação crítica no estado

Levantamento do Tribunal de Contas revela salto na qualidade da gestão do Programa Nacional de Imunizações em Pernambuco, com destaque para a cidade de Alagoinha na liderança do desempenho

Por: Redação CBN

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O Tribunal de Contas de Pernambuco divulgou os dados mais recentes do Índice de Fiscalização do Programa Nacional de Imunizações referentes a 2025, traçando um diagnóstico da cobertura e da infraestrutura vacinal nos 184 municípios do estado. O levantamento demonstra uma evolução expressiva na adequação das gestões municipais às diretrizes nacionais quando comparadas ao panorama registrado em 2023, período em que os auditores inspecionaram 1.441 Unidades Básicas de Saúde espalhadas pelo território pernambucano.

A atuação do órgão de controle sobre essa política pública teve início em 2021, momento impulsionado pela queda acentuada nos índices de vacinação infantil, que figuravam bem abaixo das metas estipuladas pelo Ministério da Saúde e ameaçavam provocar o retorno de enfermidades já erradicadas ou sob controle no país. Diante desse cenário alarmante, o Tribunal instaurou uma rotina de fiscalização contínua para mapear gargalos operacionais e monitorar o cumprimento das ações corretivas adotadas pelos gestores locais.

O indicador avalia a estrutura física dos postos, os equipamentos disponíveis, as equipes de saúde e os processos de trabalho praticados, enquadrando as cidades em cinco patamares de eficiência: Desejável, Satisfatório, Moderado, Grave e Crítico. O balanço atual revelou uma guinada positiva na qualidade do serviço prestado à população. O número de cidades qualificadas no nível satisfatório mais que dobrou no período avaliado, saltando de 23 para 49 municípios em 2025.

No grupo intermediário, classificado como moderado, houve um ligeiro crescimento de 70 para 72 municípios, faixa na qual a capital Recife se posicionou na 10ª colocação. A avaliação trouxe ainda um marco inédito no estado com a ascensão do município de Alagoinha, que se tornou a primeira localidade pernambucana a atingir o patamar mais alto de excelência, o nível desejável, selo que não havia sido concedido a nenhuma cidade no levantamento anterior.

Por outro lado, o relatório sinalizou uma retração importante nas faixas de menor desempenho e maior risco à saúde pública. A quantidade de municípios em situação considerada grave recuou de 71 para 57 localidades entre 2023 e 2025. A melhoria mais expressiva ocorreu no patamar crítico, que despencou de 20 para apenas cinco cidades, grupo restrito atualmente aos municípios de Xexéu, Ilha de Itamaracá, Chã de Alegria, Correntes e Orocó.

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Acervo CBN

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