O acervo do compositor pernambucano Lourenço da Fonseca Barbosa, o Capiba, autor de “Madeira que Cupim não Rói”, foi tombado pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco (CEPPC). A decisão foi formizada durante reunião no Recife, nesta quinta-feira (11).
O tombamento garante proteção legal permanente aos itens do artista, impedindo a venda, dispersão ou descaracterização livre do material. Além disso, o reconhecimento oficial do Estado também estabelece diretrizes técnicas para intervenções de restauro e facilita o acesso a políticas públicas e recursos de editais de fomento.

O acervo de Capiba, agora tombado, conta com cerca de 11 mil partituras originais, 4 mil fotografias, correspondências trocadas com o maestro Guerra-Peixe, um piano alemão da marca C. Bechstein com mais de cem anos, além de 20 quadros pintados pelo próprio Capiba. O conjunto era preservado em Surubim, no Agreste, pela viúva do compositor, Zezita Barbosa, de 94 anos.
Durante o evento, a diretora de acervo do Instituto Capiba, Débora Mendes, e o diretor executivo da instituição, Amaro Filho, falaram sobre o peso histórico da aprovação. “Assumiremos o compromisso de fazer pleno uso desta chancela de proteção patrimonial, colocando-a a serviço da preservação, valorização e difusão do legado de Lourenço da Fonseca Barbosa, o nosso querido Capiba”, disse.
Durante a aprovação, Amaro Filho também creditou o mérito da conservação histórica à viúva do artista: “Sem sua dedicação, seu zelo e sua persistência, provavelmente não estaríamos hoje aqui falando sobre Capiba e celebrando este importante reconhecimento”.
Responsável pela gestão da obra, o Instituto Capiba conduz atualmente pelo menos 13 ações voltadas ao acervo. Entre os projetos recentes está a campanha “Numa mulher não se bate nem com uma flor”, focada no enfrentamento à violência de gênero e realizada em parceria com o Clube Carnavalesco Homem da Meia-Noite e o Coletivo Mulher Vida.





