A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) divulgou o prognóstico meteorológico para os meses de agosto, setembro e outubro de 2026, indicando um panorama de volumes de chuva inferiores à média histórica na faixa Leste do estado, acompanhado de marcas térmicas acima do normal em todas as regiões pernambucanas. O documento técnico é fruto do encontro de alinhamento climático para a Região Nordeste, que reuniu a Apac, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente de Sergipe (SEMAC/SE), órgãos estaduais de meteorologia, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Instituto Nacional do Semiárido (Insa).
Em relação aos detalhes regionais, o setor Leste de Pernambuco, que abrange a Região Metropolitana do Recife, a Zona da Mata e o Agreste, deverá registrar acumulados pluviométricos abaixo do patamar climatológico esperado. Apesar dessa tendência geral de baixa, o mês de agosto poderá registrar episódios isolados de chuvas moderadas a fortes concentradas em curto período, com maior ênfase na faixa litorânea, ao passo que para outubro a projeção aponta precipitações chegando a até 50 milímetros em todo o território estadual.
No tocante ao contexto global e ao histórico recente, o fenômeno El Niño atua com intensidade moderada no Pacífico Equatorial e tende a ganhar força nas próximas semanas, podendo atingir categorias forte ou muito forte a partir de outubro. No Atlântico Tropical, prevalece a neutralidade do Dipolo do Atlântico, com o setor Norte apresentando águas mais aquecidas em relação ao Sul.
No balanço do primeiro semestre de 2026, as chuvas mostraram forte oscilação de tempo e espaço, com os maiores índices concentrados na Região Metropolitana e na Mata Norte, e os menores volumes registrados no Sertão. Os meses de fevereiro, abril e maio destacaram-se como os mais chuvosos, mantendo a média geral dentro do esperado para a maior parte do estado. Por fim, a Apac reforça a necessidade de acompanhamento constante das condições do tempo, visto que o calor acentuado e a irregularidade das chuvas nos próximos meses exigem atenção redobrada aos impactos potenciais em diversos setores da economia e da sociedade pernambucana.






