Por Lucas Arruda
A última pesquisa Datafolha, divulgada neste sábado (20), traz um alívio momentâneo para Flávio Bolsonaro (PL). Em comparação ao levantamento feito no mês passado, logo após as revelações sobre a relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o percentual do senador carioca se mantém em primeiro turno: 31%. Lula (PT) oscilou um ponto percentual para cima, saindo de 40% em maio para 41% em junho.
Ainda que abaixo dos dois dígitos, o Datafolha referenda um elemento já trazido por outras pesquisas: a diminuição do desconhecimento de Renan Santos, do Missão, que agora está empatado numericamente na intenção de voto com Ronaldo Caiado (PSD). Ambos têm 3%, logo após Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). É possível pensar que Renan, nome da direita, receba o voto do eleitor que deixou Flávio pelo meio do caminho.
Chama atenção, por outro lado, que parcela desse eleitor não migrou para Romeu Zema (Novo). Em pré-campanha há bastante tempo, esse seria um movimento até natural. Mas agora, Zema aparece oscilando um ponto percentual para baixo e fica na mesma faixa que Aécio Neves (PSDB), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP). O problema está na polarização ou no conteúdo? A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Mas “cá entre nós”, o Datafolha não conseguiu captar integralmente os efeitos da operação da Polícia Federal (PF) contra o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), em relação ao Caso Master. Ao que tudo indica, a partir desse desdobramento, a disputa sobre quem é ou deixa de ser o dono do problema – se esquerda ou direita – fica equalizada. Cabe agora aguardar os efeitos nas próximas pesquisas.
REJEIÇÃO – Um dado que não pode ser deixado de lado: a rejeição de Flávio Bolsonaro (PL) subiu dois pontos percentuais entre maio e junho, saindo de 46% para 48%. Lula, em segundo, tem 46% (era 45% no mês passado). O terceiro mais rejeitado é Aécio Neves (PSDB), testado pela primeira vez pelo Datafolha, com 23%.
ZEMA – Para a Coluna, o presidente do Partido Novo em Pernambuco, Tecio Teles, disse que a visita de Romeu Zema (Novo) ao estado, pela segunda vez em 2026, reverbera o respeito que ele tem pelos pernambucanos e ao projeto construído pela legenda – que espera boa votação em outubro. “O governador saiu encantado, feliz por conhecer ainda mais a força do nosso povo, da nossa economia e da nossa cultura”, declarou. Zema esteve no Recife, em Caruaru, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe.
FRASE DO DIA: “Temos absoluta confiança em Jacques Wagner e temos certeza de que ele vai esclarecer todas as acusações feitas a ele. Acredito que ele vai provar integralmente sua inocência”, disse o senador Humberto Costa (PT) na Rádio Mais FM, em Ouricuri.
AGENDAS – Na terra dos Coelho, logo após participar da abertura do São João de Petrolina, no Pátio Ana das Carrancas, a governadora Raquel Lyra (PSD) entregou um novo habitacional. Túlio Gadelha (PSD) também estava lá. Do outro lado da balança, ainda no Sertão, João Campos (PSB) cumpriu agenda em Ouricuri, com Humberto Costa (PT). Estradas, articulações, e um espaço no meio do caminho para forrozear.
BOLA FORA – Para a infeliz fala do ex-ministro Márcio França, pré-candidato ao Senado por São Paulo, que ao criticar a perda de protagonismo do estado no cenário político acabou minimizando a relevância do Norte e Nordeste.
BOLA DENTRO – Para a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que concederá, na próxima sexta (26), o título de Doutor Honoris Causa in memoriam ao Mestre Vitalino, um dos maiores nomes da cultura pernambucana e da arte popular brasileira.
PINGA-FOGO: Quanto tempo dura o alívio de Flávio Bolsonaro?









