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MPF vai acionar Polícia Federal para investigar relação entre morte de cavalos-marinhos no Litoral Sul

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Cavalos-marinhos encontrados mortos no Litoral Sul de Pernambuco
Reprodução/Whatsapp

O Ministério Público Federal (MPF) vai solicitar à Polícia Federal (PF) a abertura de um inquérito para investigar se existe relação entre as obras de dragagem do Porto de Suape, em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco, e a morte de cavalos-marinhos na região. Apesar de tanto o porto quanto a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) descartarem a ligação – apontada por pescadores, moradores de localidades próximas e ambientalistas -, o MPF sustenta ainda ser preciso novas inspeções para analisar o caso.

Em contato com a reportagem da CBN Recife, a procuradora da República Mona Lisa Aziz disse que o MPF entrou com mais um pedido de urgência na Justiça Federal do Cabo de Santo Agostinho para impedir que as obras de dragagem do Porto de Suape, iniciadas em agosto deste ano, continuem.

A solicitação está baseada em uma ação civil pública, de 2016, que determina que as dragagens ocorram somente de maio a agosto para não comprometer o período de reprodução de espécies vulneráveis como os cavalos-marinhos, o que ocorre no verão. Questões como geração de ruídos, aumento da turbidez da água e lesões físicas em organismos também fazem parte das observações.

Apesar de haver uma sentença favorável à ação civil pública, o processo ainda não transitou em julgado. “O Ministério Público vai requisitar a instauração do inquérito policial para apurar as mortes dessas espécies. Também vamos fazer uma inspeção no local para constatar esses danos. Segundo os pescadores, no momento em que o órgão ambiental estadual, a CPRH, foi até o local, não encontrou vestígios das mortes dos animais porque não estavam no local adequado”, pontuou a procuradora.

Porto de Suape
Reprodução/TV Globo

Ainda segundo Mona Lisa Aziz, a inspeção realizada pela CPRH que levou à conclusão de que as obras de dragagem do Porto de Suape não tinham relação com a morte de cavalos-marinhos ocorreu no período da maré cheia, o que pode ter comprometido a análise.

Repercussão

No início de novembro, ganhou repercussão nas redes sociais um vídeo gravado por um pescador no estuário dos rios Massangana e Tatuoca, no Litoral Sul de Pernambuco. Nas imagens, o homem aparece indignado após ter encontrado cavalos-marinhos mortos. Não demorou para que ambientalistas e a própria comunidade local indicassem que havia relação entre as mortes e as obras de dragagem, cujo objetivo é permitir a entrada de embarcações maiores em Suape com a retirada de 4 milhões de m³ de sedimentos do fundo do canal interno.

“Ainda que não haja relação diretamente com a dragagem, a morte dos animais ocorreu na área de influência da obra. Então, no mínimo, ela tinha que ser paralisada até que se descobrisse a causa das mortes dos animais”, afirmou a procuradora da República Mona Lisa Aziz.

Todos os pontos citados nesta reportagem foram apresentados em uma reunião realizada pelo Ministério Público Federal (MPF) no último dia 7 de novembro, a pedido da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), presidida pela deputada Rosa Amorim (PT). Entidades da sociedade civil ligadas à preservação ambiental e moradores da localidade também participaram do encontro.

O que diz a CPRH

A reportagem da CBN Recife pediu esclarecimentos à Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) sobre os apontamentos feitos pela procuradora da República Mona Lisa Aziz. Entre eles, se as obras de dragagem do canal interno do Porto de Suape estão devidamente licenciadas, dado que o MPF pretende acionar a Justiça para exigir que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) assuma o licenciamento.

Por meio de nota, a CPRH informou que “emitiu as licenças ambientais necessárias após avaliação do Projeto Executivo e do Estudo Ambiental. Desta forma, as obras estão devidamente licenciadas e autorizadas”.

Quanto à denúncia de que a dragagem seria a causa da morte de cavalos-marinhos na região, a CPRH disse “que está vistoriando semanalmente a área de intervenção, bem como os rios Massagana e Tatuoca. As inspeções estão acontecendo em períodos de baixamar (maré baixa) e preamar (maré alta) permitindo a observação, tanto do ambiente marinho quanto do manguezal. Os fiscais da CPRH também realizaram vistorias durante a paralisação da draga, bem como à bordo do equipamento, possibilitando o acompanhamento de todo o ciclo operacional, desde a dragagem até o descarte no bota fora oceânico”.

Por fim, a agência declarou que não foram identificados animais mortos nem alterações na qualidade da água, e que as associações de pescadores que atuam na região também estão sendo consultadas e ouvidas – mas que não reportaram animais mortos.

“Atualmente, o Porto de Suape está executando 15 Programas Ambientais do Plano de Gestão da Qualidade Ambiental (PGQA), além de 14 condicionantes que abrangem medidas de controle, mitigação e monitoramento ambiental. Até o momento, a obra segue sem intercorrências e em conformidade com as exigências estabelecidas pela CPRH”, conclui a nota enviada à CBN Recife.

Aneel mantém bandeira vermelha 1 na conta de luz em novembro

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Consumidor pagará R$ 4,46 extras a cada 100 KWh consumidos - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Por Agência Brasil

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (31) a manutenção da bandeira vermelha patamar 1 irá vigorar no mês de novembro. Isso significa que as contas de energia elétrica terão adicional de R$ 4,46 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Em agosto e setembro, a Aneel havia acionado a bandeira vermelha patamar 2, com adicional de R$ 7,87 por 100 kWh. Em outubro, a bandeira foi reduzida para o patamar 1.

De acordo com a Aneel, a medida foi adotada por causa do baixo volume de chuvas, afetando o nível dos reservatórios para a geração de energia nas usinas hidrelétricas.

“O cenário segue desfavorável para a geração hidrelétrica, devido ao volume de chuvas abaixo da média e à redução nos níveis dos reservatórios. Dessa forma, para garantir o fornecimento de energia é necessário acionar usinas termelétricas, que têm custo mais elevado, justificando a manutenção da bandeira vermelha patamar 1”, informou a agência.

A agência reguladora de energia elétrica acrescentou “que a fonte solar de geração é intermitente e não injeta energia para o sistema o dia inteiro”. “Por essa razão, é necessário o acionamento das termelétricas para garantir a geração de energia quando não há iluminação solar, inclusive no horário de ponta”, acrescentou.

Custos extras

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Subtenente da PM vira réu após denúncia de estupro em posto policial no Cabo de Santo Agostinho

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Reprodução GSV
Reprodução GSV

O subtenente da Polícia Militar (PM) Luciano Valério de Moura, acusado de estupro por uma mulher dentro de uma unidade policial, foi formalmente denunciado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e passará a responder às acusações na Justiça. O militar é acusado dos crimes de estupro e prevaricação, que se configura quando um funcionário público comete um delito ou negligencia suas obrigações legais. Luciano Valério encontra-se sob prisão preventiva desde o dia 15 de outubro.

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) confirmou o recebimento da denúncia, mas informou que o processo tramita em segredo de justiça, o que restringe o fornecimento de detalhes. No momento, o Judiciário aguarda a citação do acusado para dar prosseguimento.

A defesa do policial classificou o recebimento da denúncia como um “ato processual natural” e parte da rotina de tramitação. O advogado do subtenente, Teófilo Barbalho, declarou que o ato apenas formaliza o início do processo e não é um julgamento de mérito.

A denúncia partiu de uma mulher de 48 anos. Ela alega que, em 10 de outubro, durante uma abordagem, Luciano Valério a levou para um dormitório do posto policial e a obrigou a praticar sexo oral.

O laudo pericial realizado no local indicou a presença de vestígios de sêmen em amostras colhidas em colchões, paredes e panos de chão. Contudo, nenhum desses vestígios continha DNA compatível com o de Luciano Valério de Moura, que se recusou a fornecer material genético diretamente, sendo comparado com amostras coletadas de objetos pessoais.

Foram identificadas amostras de sêmen de, pelo menos, sete homens distintos no dormitório do posto do BPRv no Cabo de Santo Agostinho, Grande Recife.

Algumas amostras não tinham material genético suficiente para análise.

Parte do material genético encontrado era uma mistura de DNA de, no mínimo, dois ou até três homens, e nenhum deles era compatível com o DNA do subtenente.

Amostras coletadas nas roupas e corpo da vítima continham material genético dela e de, ao menos, outra pessoa, mas em quantidade insuficiente para comparação com o acusado.

A advogada da vítima, Maria Júlia Leonel, argumentou que a ausência de DNA do acusado não invalida a denúncia, reiterando que a própria denunciante informou que o ato não ocorreu na cama. Ela ressaltou que outros elementos da investigação corroboram a denúncia:

Policiais de plantão confirmaram que a vítima entrou e permaneceu por tempo no posto policial.
Eles reconheceram que essa não era uma conduta padrão.

A advogada ainda destacou que o oferecimento da denúncia pelo MPPE atesta a existência de “indícios suficientes de autoria e materialidade” para sustentar a acusação.

Por outro lado, o advogado do policial reforçou que a perícia no vestido da vítima também deu negativa para a presença de sêmen do cliente, o que, para ele, “reforça que a verdade será estabelecida no decorrer dos autos.”

Caixa Cultural Recife oferece espetáculo natalino gratuito no bairro do Recife; confira

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Divulgação Wesley D Almeida
Divulgação Wesley D Almeida

A CAIXA Cultural Recife promove a 11ª edição do CAIXA de Natal, evento que conta com a participação do Coral formado por crianças e adolescentes, além das presenças especiais da cantora Roberta Sá e do bandolinista Hamilton de Holanda, marcando a abertura oficial das celebrações natalinas no Recife.

A apresentação, gratuita, está marcada para o dia 7 de dezembro (domingo), às 18h, nas janelas e na varanda do edifício da CAIXA Cultural Recife, localizado na Praça do Marco Zero. A iniciativa tem patrocínio da CAIXA e do Governo Federal.

O espetáculo reúne jovens cantores que encantam o público sob a direção musical dos regentes Gilvan Lucas e Gleyce Vieira, com coreografias de Bruna Renata, arranjos assinados por Tovinho e figurinos criados por Francisco Camara.

Para a data da exibição, serão disponibilizadas 1.000 cadeiras especiais destinadas a idosos, gestantes e pessoas com mobilidade reduzida. O local também contará com área reservada para cadeirantes, intérprete de Libras, audiodescrição, equipe especializada de apoio e espaço exclusivo para pessoas neurodivergentes e seus acompanhantes.

Nesta edição, o projeto retoma a campanha Caixa de Natal Sem Fome, realizada em parceria com a Ação da Cidadania, incentivando o público a doar 1 kg de alimento não perecível no dia do espetáculo.

Médico condenado a 34 anos de prisão por violar sexualmente pacientes tem pena reduzida; entenda

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Reprodução TJPE
Reprodução TJPE

A 2ª Turma da 1ª Câmara Regional de Caruaru, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), decidiu reduzir em 28 anos a pena de um médico acusado de abusar de pacientes durante exames de ultrassonografia ginecológica e abdominal.

O radiologista Filipe Toledo Florêncio havia sido condenado pela 4ª Vara Criminal de Caruaru a 34 anos e 2 meses de prisão por violação sexual mediante fraude, além de ter perdido definitivamente o direito de exercer a medicina. Porém, a pena foi revista e passou a ser de seis meses e 22 dias de reclusão, acompanhada de suspensão temporária do exercício profissional.

A denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) sustenta que o médico cometeu atos libidinosos contra dez pacientes na Clínica Imagem Diagnósticos/Instituto Pernambucano (IP), entre 2018 e 2021. Ele teria tocado seios, nádegas e genitália das mulheres sob a justificativa de procedimentos técnicos. Em um dos casos, chegou a realizar um exame endovaginal em uma paciente virgem e teria feito comentários e perguntas de teor sexual.

No recurso, a defesa pediu a absolvição completa de Filipe ou, alternativamente, a redução da pena.

Em seu voto, o relator destacou que as vítimas não se conheciam e, mesmo assim, relataram comportamentos semelhantes do médico. Ele reforçou que, embora não tenha havido violência física, houve fraude e manipulação psicológica, já que as pacientes acreditavam estar passando por procedimentos médicos adequados.

Ao revisar a sentença, o desembargador entendeu que a pena havia sido ampliada duas vezes pelo fato de o réu ser médico, o que caracterizaria uma dupla punição pelo mesmo motivo.

O relator também observou que, embora a sentença original tenha aplicado o “concurso material” para todos os crimes, nove das condutas ocorreram em condições semelhantes de tempo, lugar e forma de execução, configurando continuidade delitiva. Assim, em vez de somar todas as penas, deve-se aplicar apenas a maior delas, com acréscimo de 1/4. Apenas o caso ocorrido em 2018 permaneceu como concurso material.

Sobre a perda definitiva do registro médico, o desembargador afirmou que não há base legal para que a interdição seja permanente.

O médico também foi condenado a pagar indenização de R$ 50 mil a cada vítima — valor mantido pelo tribunal. O regime inicial de cumprimento da pena foi alterado de fechado para semiaberto.

A decisão foi unânime. A defesa de Filipe foi procurada, mas não se manifestou.

Mulher é encontrada morta dentro de casa de ex-companheiro; homem é preso por feminicídio

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Reprodução Mídias Sociais
Reprodução Mídias Sociais

Uma jovem de 21 anos, identificada como Thaissa Lorranu Muniz Melo, foi encontrada morta dentro da residência do ex-companheiro, no bairro da Várzea, Zona Oeste do Recife. O suspeito, Henryque Cassiano da Silva, de 22 anos, foi preso em flagrante e é acusado de cometer feminicídio.

Henryque foi levado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no bairro do Cordeiro, também na Zona Oeste, onde prestou depoimento. Peritos da Polícia Científica estiveram no imóvel, localizado em um beco próximo à Avenida Joaquim Ribeiro, para realizar a análise da cena do crime. Em nota, a Polícia Militar informou que uma equipe do 12º Batalhão encontrou o corpo da vítima dentro da casa do suspeito.

Nas redes sociais, Thaissa divulgava seu trabalho como confeiteira, vendendo bolos e kits de doces em um perfil profissional. Durante a madrugada desta terça-feira (18), uma publicação informava que a jovem estava desaparecida.

“Ela saiu para o curso no Senac e não retornou para casa. A última mensagem enviada para a mãe foi às 22h07, pelo WhatsApp”, dizia o comunicado. Na manhã seguinte, o corpo de Thaissa foi localizado pela Polícia Militar.

Por meio de nota, a Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento no DHPP.

Estado divulga prontuário eletrônico unificado de saúde e projeto de incentivo à cobertura vacinal

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Hesíodo Góes Secom
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Hesíodo Góes Secom

O sistema público de saúde de Pernambuco passou a contar com um novo prontuário eletrônico unificado. Chamado de Rede Estadual de Dados em Saúde (REDS), o recurso centraliza informações essenciais para o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado. A plataforma foi apresentada durante a abertura do I Congresso Pernambucano de Inovação e Integração em Saúde (CPIIS), realizado no Centro de Convenções, em Olinda, na Região Metropolitana do Recife.

A REDS já está em operação e reúne dados completos dos pacientes, como histórico médico, locais onde foram atendidos e exames realizados. O sistema integra registros da Atenção Primária, Média e Alta Complexidade, contemplando Unidades Básicas de Saúde, UPAs, UPAEs e hospitais da Rede de Atenção à Saúde. Também inclui informações do Hospital da Restauração, Agamenon Magalhães, Otávio de Freitas, Barão de Lucena, Getúlio Vargas e do Hospital Regional do Agreste.

Durante o evento, a governadora Raquel Lyra (PSD) assinou o documento que institui o selo “Bora Vacinar”, iniciativa em conjunto com o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) que tem como objetivo incentivar o aumento da cobertura vacinal nos municípios. A certificação vai reconhecer as cidades que alcançarem os melhores índices de imunização entre crianças menores de 1 ano e jovens de 9 a 14 anos.

De acordo com o Governo do Estado, a avaliação será feita no primeiro quadrimestre de cada ano. O selo terá três categorias:

Selo Ouro: para municípios que atingirem cobertura igual ou superior a 90% entre crianças com menos de 1 ano nas quatro vacinas avaliadas — poliomielite inativada, tríplice viral, pneumocócica 10 e pentavalente;
Selo Prata: para índices entre 70% e 89,9%;
Selo Adolescente Protegido: para cidades que alcançarem ao menos 80% de cobertura vacinal contra o HPV em jovens de 9 a 14 anos.

O CPIIS continua até a quarta-feira (19), reunindo gestores, profissionais de saúde, pesquisadores, instituições parceiras e representantes das 12 Gerências Regionais de Saúde (Geres). O encontro tem como objetivo promover debates e construir estratégias para fortalecer o SUS em Pernambuco.

O congresso é resultado de uma articulação entre diversas secretarias do Governo do Estado e instituições nacionais e internacionais, como o Ministério da Saúde, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), universidades e secretarias estaduais de outros entes federativos.

MPPE confirma condenação de réu por transfeminicídio; homem matou companheira trans por asfixia

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Reprodução GSV
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O Conselho de Sentença do 1º Tribunal do Júri da Capital condenou Ricardo José Gomes Xavier Júnior, conhecido como “Mago”, a 26 anos e 9 meses de prisão em regime fechado pelo crime de transfeminicídio. Ele foi considerado culpado por matar sua companheira, uma mulher trans, por asfixia decorrente de esganadura. O homicídio ocorreu na madrugada de 17 de junho de 2021, na residência onde o casal vivia, no bairro do Ipsep.

Segundo o promotor de acusação André Rabêlo, o Conselho de Sentença atendeu integralmente aos pedidos do Ministério Público de Pernambuco (MPPE). O réu foi absolvido das acusações relacionadas à qualificadora de traição e ao suposto furto de objetos da própria companheira, enquanto a tese principal do MPPE — de homicídio qualificado contra mulher trans — foi aceita.

PRF prende suspeito que transportava mais de 900 animais de forma irregular em Garanhuns, no Agreste

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Divulgação PRF
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Divulgação PRF

Um homem de 28 anos foi surpreendido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) enquanto transportava 885 aves silvestres e 18 jabutis na BR-423, em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco.

Os animais estavam acomodados de forma precária, em gaiolas e caixas apertadas, distribuídos no porta-malas e sobre os bancos de um carro de passeio. Devido às condições inadequadas, algumas aves não resistiram ao trajeto. A equipe do Grupo de Patrulhamento Tático da PRF realizava uma operação de fiscalização quando abordou o veículo, conduzido apenas pelo motorista.

Ao inspecionar o interior do carro, os policiais encontraram aves de várias espécies, entre elas 400 galos-de-campina, 290 papa-capins, 58 tico-ticos e 49 azulões, além de outras. Os jabutis estavam empilhados em caixas de papelão.

O condutor relatou ter comprado os animais em Ouro Branco, no estado de Alagoas, e que pretendia revendê-los em Caruaru, Pernambuco — cidades separadas por mais de 200 quilômetros. Ele já havia sido detido pela PRF em outras ocasiões pelo mesmo tipo de crime.

O homem foi autuado por crimes ambientais e poderá responder criminalmente pela prática.

Os animais foram entregues ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e à Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), onde receberão cuidados antes de serem devolvidos ao ambiente natural.

MPPE denuncia homem por racismo, violência doméstica e psicológica contra empregada doméstica; entenda

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Reprodução GSV
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O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) apresentou uma denúncia à Justiça contra um homem acusado de praticar crimes de racismo, ameaça e violência psicológica contra sua empregada doméstica.

Diante do relato considerado grave pela instituição — envolvendo racismo e agressões psicológicas contra uma mulher dentro do ambiente familiar — a 35ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital aplicou as garantias da Lei Maria da Penha. A pedido da vítima, foram requeridas medidas protetivas de urgência.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já reconheceu que a Lei Maria da Penha também pode ser utilizada para proteger trabalhadoras domésticas, entendendo que a condição feminina e a existência de vínculo de convivência ou dependência, como a relação entre empregador e empregada, são suficientes para justificar sua aplicação.

Conforme apontam as investigações, em 20 de agosto de 2024, o denunciado teria dirigido ofensas de caráter racial e comentários depreciativos sobre a função exercida pela vítima, demonstrando irritação com conversas que ela mantinha com outras pessoas.

Além disso, o homem teria tentado intimidá-la para forçá-la a pedir demissão ou aceitar a rescisão contratual por justa causa.