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Simplex: Marília e Humberto estão tecnicamente empatados na disputa pelo Senado

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Foto: Reprodução/Solidariedade/Redes Sociais

A pesquisa Simplex para o Senado mostra a ex-deputada federal Marília Arraes (SD) e o senador Humberto Costa (PT) à frente na disputa, há menos de um ano das eleições de 2026. No entanto, os dois estão tecnicamente empatados, dentro da margem de erro de quatro pontos percentuais.

Respectivamente, Marília e Humberto têm 23,7% e 20,3% das intenções de voto. Em seguida aparecem o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (UB), com 12,5%; o ex-ministro Gilson Machado (PL), com 9,5%; o ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes Anderson Ferreira (PL), com 6,5%; o ex-senador Armando Monteiro (Podemos), com 4,9%; o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), com 4,7%; o senador Fernando Dueire (MDB), com 2,8%; e o ministro Silvio Costa Filho (Republicanos), com 2,4%.

Brancos e nulos somaram 10,1%, enquanto 2,6% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

Considerando apenas os votos válidos — modelo usado pela Justiça Eleitoral para definir o resultado das urnas —, Marília Arraes (SD) aparece na liderança com 27,1%, seguida de Humberto Costa (PT), com 23,3%; Miguel Coelho (UB), com 14,3%; Gilson Machado (PL), com 10,9%; Anderson Ferreira (PL), com 7,4%; Armando Monteiro (Podemos), com 5,6%; Eduardo da Fonte (PP), com 5,4%; Fernando Dueire (MDB), com 3,2%; e Silvio Costa Filho (Republicanos), com 2,8%.

A Simplex ouviu 600 pessoas em 121 municípios pernambucanos, por telefone, no último sábado (4 de outubro). O levantamento tem margem de erro de quatro pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Uma em cada seis crianças de até 6 anos foi vítima de racismo no país

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Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Por Agência Brasil

Uma em cada seis crianças de até 6 anos de idade foi vítima de racismo no Brasil. As creches e pré-escolas são os locais onde ocorreu a maior parte desses crimes. Os dados são do Panorama da Primeira Infância: o impacto do racismo, pesquisa nacional encomendada ao Datafolha pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal – organização da sociedade civil que trabalha pela causa da primeira infância -, divulgada nesta segunda-feira (6).

A pesquisa ouviu 2.206 pessoas, sendo 822 responsáveis pelo cuidado de bebês e crianças de 0 a 6 anos. Os dados foram coletados em abril deste ano, por meio de entrevistas presenciais realizadas em pontos de grande fluxo populacional.

Os dados coletados mostram que 16% dos responsáveis por crianças de até 6 anos afirmam que elas já sofreram discriminação racial. A discriminação é maior quando os responsáveis são também pessoas de pele preta ou parda. Entre elas, esse índice chega a 19%, enquanto entre crianças com responsáveis de pele branca a porcentagem é 10%.

Separados por idade, 10% dos cuidadores de crianças de até 3 anos de idade afirmam que os bebês e crianças sofreram racismo e 21% daqueles com crianças de idade entre 4 e 6 anos relatam que elas foram vítimas desse crime.

Onde ocorreram os casos

A pesquisa revela ainda que creches e pré-escolas foram os ambientes mais citados como locais onde crianças já sofreram discriminação racial – 54% dos cuidadores afirmam que as crianças vivenciaram situações desse tipo em unidades de educação infantil, sendo 61% na pré-escola e 38% nas creches.

Pouco menos da metade dos entrevistados, 42%, afirmam que o crime ocorreu em espaços públicos, como na rua, praça ou parquinho; cerca de 20% dizem que ocorreu no bairro, na comunidade, no condomínio ou vizinhança; e 16% contam que ocorreu na família. Espaços privados, como shopping, comércio e clube, aparecem entre os locais citados por 14% dos entrevistados, seguidos por serviços de saúde ou assistenciais (6%) e por igrejas, templos e espaços de culto (3%).

Segundo a CEO da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Mariana Luz, a escola é o primeiro espaço de socialização da criança, é onde ela passa grande parte do tempo é que deveria ser de proteção.

“É um espaço social que, pelas nossas peças legislativas, deveria ser um dever nosso, da sociedade, que a escola seja um espaço de proteção e de desenvolvimento. É muito crítico a gente combater o racismo desde o berço, desde uma mulher grávida, na verdade, para que ela não sofra racismo na gravidez. Agora, com o bebê, com uma criança pequena, é ainda mais contundente a necessidade de combate ao racismo estrutural, para que ele não aconteça nunca, mas sobretudo nessa fase da vida que é onde o maior pico de desenvolvimento está acontecendo”, diz.

Quando perguntados sobre como percebem o racismo praticado contra bebês e crianças, a maior parte dos responsáveis entrevistados (63%) acredita que pessoas pretas e pardas são tratadas de forma diferente por causa da cor da pele, do tipo de cabelo e de outras características físicas. Outros 22% acreditam que, embora exista racismo, é raro que crianças na primeira infância, ou seja, com idade até 6 anos, sejam vítimas desse crime. Na outra ponta, 10% acreditam que a sociedade brasileira praticamente não é racista e 5% desconhecem o assunto.

“O primeiro passo em qualquer grande desafio é a gente reconhecer que é uma sociedade racista e combater isso com veemência”, diz Mariana Luz. Segundo ela, as escolas devem ter protocolos para lidar com essas situações, que incluam a formalização das denúncias e a formação de todos os profissionais que atuam na instituição.

“Para todo mundo saber o que fazer, cada escola, primeiro, tem que qualificar o corpo dos professores, dos diretores, dos supervisores, dos auxiliares, de toda essa rede que lida no dia a dia com as crianças. Também a gestão, desde a secretaria municipal de Educação, à estadual, até o Ministério da Educação. Precisa ser um conjunto grande de todo mundo atuando nessa mesma direção”, acrescenta.

Impactos do racismo

O estudo mostra que o racismo sofrido por bebês e crianças tem impacto no desenvolvimento delas. “O racismo é um dos fatores que compõem as chamadas experiências adversas na infância, vivências que expõem a criança ao estresse tóxico, que interferem em sua saúde física e socioemocional e no seu desenvolvimento integral”, afirma o texto.

Segundo a pesquisa, creches e pré-escolas são os espaços de maior oportunidade de prevenção e proteção contra a discriminação. Para isso, é fundamental que a educação infantil conte com profissionais preparados e materiais adequados para a educação das relações étnico-raciais.

“É dever de toda a sociedade reconhecer e combater o racismo e promover uma educação antirracista desde cedo, como determina a Lei nº 10.639/2003, garantindo proteção às crianças na primeira infância contra qualquer forma de discriminação e violência”, diz o estudo.

A Lei 10.639/2003 estabelece que os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira sejam ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, ou seja, em todas as etapas de ensino, da educação infantil ao ensino médio. A lei, no entanto, não é cumprida. Uma pesquisa divulgada em 2023 mostra que sete em cada dez secretarias municipais de Educação não realizaram nenhuma ação ou poucas ações para implementação do ensino da história e da cultura afro-brasileira nas escolas.

Mariana Luz complementa que os dados revelam a importância de uma educação antirracista desde a primeira infância, tanto para proteger as crianças negras e indígenas, quanto para educar as crianças brancas desde pequenas.

“O fato de a primeira infância ser a maior fase de desenvolvimento, também precisa ser um momento inicial de combate ao racismo e de proteção dessas crianças, mas também de educação de crianças brancas e do corpo docente, de todo o corpo de professores, para que a gente consiga combater o racismo estrutural”.

Racismo é crime

De acordo com a Lei nº 7.716/1989, racismo é crime no Brasil. A lei regulamenta trecho da Constituição Federal que tornou o racismo inafiançável e imprescritível.

A Lei nº 14.532, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em janeiro de 2023, aumenta a pena para a injúria relacionada à raça, cor, etnia ou procedência nacional. Com a norma, quem proferir ofensas que desrespeitem alguém, seu decoro, sua honra, seus bens ou sua vida poderá ser punido com reclusão de 2 a 5 anos. A pena poderá ser dobrada se o crime for cometido por duas ou mais pessoas.

As vítimas de racismo devem registrar boletim de ocorrência na Polícia Civil. É importante tomar nota da situação, citar testemunhas que também possam identificar o agressor. Em caso de agressão física, a vítima precisa fazer exame de corpo de delito logo após a denúncia e não deve limpar os machucados, nem trocar de roupa – essas evidências podem servir como provas da agressão.

Simplex: João Campos tem 43,6%, Raquel Lyra 29,3%; confira

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Foto: Reprodução

Por Blog do Elielson

Pesquisa Simplex divulgada nesta segunda (06), a um ano da eleição, revela que João Campos (PSB) tem 43,6% das intenções de votos na disputa pelo Governo de Pernambuco. A governadora Raquel Lyra (PSD), aparece com 29,3%. Além de Campos e Raquel, a pesquisa testou os nomes de Eduardo Moura (5,0%) e Ivan Moraes (2,3%). Brancos e nulos somaram 13,3%, e 6,5% dos entrevistados não souberam ou não responderam.  A pesquisa foi feita no sábado (04) e tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. Ouviu 1066 eleitores em 134 cidades pernambucanas por telefone. O nível de confiança é de 95%.

Votos Válidos

Considerando apenas os votos válidos — modelo usado pela Justiça Eleitoral para definir o resultado das urnas —, João Campos aparece com 54,4%, e Raquel Lyra, com 36,5%. Eduardo Moura e Ivan Moraes têm 6,2% e 2,9%, respectivamente.

Confronto Direto

Em um cenário simulado de confronto direto entre João Campos e Raquel Lyra, o socialista teria 49% dos votos válidos, contra 32,4% da governadora. Branco e Nulo, 10,8%. Indecisos 7,8%.