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“Gabinete do crime”: Polícia Civil aponta esquema de rachadinha ligado a ex-deputado na Alepe

A suspeita é de que o grupo tenha movimentado cerca de R$ 2,7 milhões entre 2015 e 2019

Por: Redação CBN

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Por Lucas Arruda

A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) investiga uma organização criminosa associada a um ex-deputado estadual – que não teve a identidade revelada – suspeito de liderar um esquema de “rachadinha” em seu gabinete na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Nesta quarta-feira (15), uma operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão em Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes, onde foram encontrados dinheiro em moeda estrangeira, totalizando R$ 110 mil em espécie, duas barras de prata, telefones e documentos.

A suspeita é de que o grupo tenha movimentado cerca de R$ 2,7 milhões no período investigado, que vai de 2015 a 2019. No entanto, a polícia busca compreender se o esquema perdurou no mandato seguinte, com a reeleição do parlamentar, podendo chegar a mais de R$ 6 milhões desviados. O delegado Juliano Ferronato, explicou que a investigação foi iniciada em 2023, a partir de provas coletadas em uma operação da Polícia Federal. Segundo Juliano, o esquema levou a um verdadeiro “gabinete do crime”.

“Assessores foram nomeados formalmente, mas sem a prestação de trabalho, devendo repassar quase a totalidade do salário para o esquema. Então, peculato e desvio, mas também a concussão, porque houve exigência de devolução dos valores aos operadores Também é investigado o crime de organização criminosa, porque se montou uma estrutura ordenada, com divisão de tarefas para a prática dos crimes”, disse. 

Na prática, os assessores, que sequer chegavam a pisar na Alepe, e por isso são tratados na investigação como “funcionários fantasmas”, eram nomeados para receber de R$ 6 mil a R$ 18 mil. No entanto, ficavam com R$ 300 e devolviam o restante da quantia aos integrantes do esquema. A polícia ainda aponta que, abaixo do parlamentar havia um integrante responsável pela articulação entre os assessores fantasmas e o ex-deputado.

Apesar de, na atual fase da investigação, 8 pessoas terem sido alvo dos mandados, os policiais acreditam que haja mais de 30 envolvidos no esquema. O nome de todos os investigados foi preservado, segundo a PCPE, para não atrapalhar as diligências.

Ainda de acordo com o delegado Juliano Ferronato, um segundo ex-parlamentar é suspeito de participar da organização, no entanto, no período em que os crimes ocorreram, ele já não possuía mais mandato, atuando como assessor. 

“O núcleo que operava as ações de peculato e desvio tinha dois membros políticos, operadores financeiros e operadores materiais, que faziam a logística de arrecadação dos saques dos salários dos servidores para repasse aos demais servidores líderes do esquema”. A corporação conseguiu identificar, entre as ações do esquema, saques de quantias entre R$ 200 mil a R$ 2 milhões.

Operação Draft

No Recife, a Operação Draft foi cumprida em endereços na Avenida Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Em um dos endereços, identificado como do articulador das operações, a polícia se deparou com uma porta blindada, o que dificultou a entrada dos policiais na residência. No local, foram encontradas barras de prata e quantia em dinheiro em moeda estrangeira. A polícia estima que as barras de prata valham entre R$ 12 mil e R$ 23 mil. 

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Acervo CBN

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