O Grande Recife registra, em 2026, uma média alarmante de um motorista por aplicativo baleado a cada 12 dias, segundo dados do Instituto Fogo Cruzado. O nono caso do ano foi confirmado com a morte de Djalma Alves da Silva Júnior, de 30 anos, atingido por um disparo na cabeça enquanto trabalhava na Zona Oeste do Recife. Do total de ocorrências, oito vítimas morreram, o que representa 88,8% dos casos registrados.
O crime mais recente aconteceu nas proximidades da reitoria da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no bairro da Várzea. De acordo com informações repassadas à polícia, Djalma foi abordado por criminosos armados, que podem ter se aproximado em um carro ou motocicleta. Após ser baleado, o veículo ainda percorreu alguns metros antes de colidir com uma árvore. A Polícia Civil trata o caso como latrocínio e instaurou inquérito para apurar o crime.
Outros episódios semelhantes foram registrados ao longo do ano. Em março, o motorista Eduardo Luiz da Cruz, de 31 anos, foi morto em Candeias, em Jaboatão dos Guararapes, após reagir a uma tentativa de assalto. No mesmo mês, Victor Dantolli de Fontes Souza, de 36 anos, foi assassinado em Casa Forte, no Recife, também em um caso classificado como roubo seguido de morte. A sequência de crimes provocou protestos da categoria, que cobra mais segurança para profissionais que atuam por aplicativos.
A violência enfrentada por esses trabalhadores também é evidenciada por pesquisas da categoria. Levantamento do Sindicato dos Trabalhadores por Aplicativo de Pernambuco aponta que 87% dos profissionais já sofreram assaltos ou tentativas. Diante do cenário, a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) convocou uma audiência pública para o dia 6 de maio, com o objetivo de discutir medidas de proteção e cobrar ações das plataformas de mobilidade.






