Com informações da CBN São Paulo
O governo americano propôs uma nova tarifa contra o Brasil, de até 12,5%, por suposta falha no combate ao trabalho forçado. A apuração do Escritório do Representante Comercial americano incluiu outros 58 países e a União Europeia, aberta semanas após a Suprema Corte norte-americana derrubar as sobretaxas aplicadas mundialmente.
A prática é considerada ‘irracional’ e restringe o comércio dos Estados Unidos ao criar uma concorrência desleal para as empresas e trabalhadores americanos. A nova retaliação econômica de Washington também tem como base a Seção 301 da Lei de Comércio e surge na esteira de outra investigação que propôs a sobretaxa de 25% contra o mercado brasileiro.
O Brasil foi incluído na faixa de maior tributação ao lado de parceiros comerciais como a China, Índia, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido. Segundo a agência americana de comércio, essas economias não apresentam regimes eficazes de controle do trabalho forçado, falhando em impor e fiscalizar uma proibição de importação dos bens produzidos sob essas condições.
As restrições alfandegárias norte-americanas passarão por uma etapa de consulta pública antes da aplicação definitiva sobre os países afetados. O Escritório Comercial dos Estados Unidos receberá posicionamentos por escrito de representantes do setor privado até o dia 6 de julho. O governo americano aponta que a medida deve enfraquecer o financiamento global do trabalho escravo moderno.
Uma reunião entre o presidente Lula e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, já estava prevista para esta quarta-feira (3) para discutir como impedir que os Estados Unidos imponham o novo tarifaço sobre produtos brasileiros. A ofensiva americana também deve ser assunto na Reunião Ministerial marcada para as 10h, no Palácio do Planalto.
Confira quais são as 60 economias na mira dos Estados Unidos:
África do Sul
Argélia
Angola
Argentina
Austrália
Bahamas
Bahrein
Bangladesh
Brasil
Camboja
Canadá
Catar
Cazaquistão
Chile
China
Colômbia
Coreia do Sul
Costa Rica
Egito
El Salvador
Emirados Árabes Unidos
Equador
Filipinas
Guatemala
Guiana
Honduras
Hong Kong (Região Administrativa Especial da China)
Índia
Indonésia
Iraque
Israel
Japão
Jordânia
Kuwait
Líbia
Malásia
Marrocos
México
Nicarágua
Nigéria
Noruega
Nova Zelândia
Omã
Paquistão
Peru
Reino Unido
República Dominicana
Rússia
Arábia Saudita
Singapura
Sri Lanka
Suíça
Taiwan
Tailândia
Trinidad e Tobago
Turquia
União Europeia
Uruguai
Venezuela
Vietnã





