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Recife é escolhida para projeto internacional de economia circular com investimento de R$ 300 milhões

Iniciativa da Fundação Ellen MacArthur pretende fortalecer reciclagem, coleta seletiva e inclusão de catadores ao longo dos próximos anos

Por: Redação CBN

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A cidade do Recife foi escolhida para sediar a primeira etapa de um projeto internacional voltado ao fortalecimento da economia circular, desenvolvido pela Fundação Ellen MacArthur, organização britânica reconhecida mundialmente por iniciativas ligadas à sustentabilidade. A parceria foi oficializada e prevê investimentos superiores a US$ 50 milhões — cerca de R$ 300 milhões — ao longo dos próximos cinco a sete anos.

A iniciativa reúne poder público, empresas, cooperativas de catadores e organizações da sociedade civil com o objetivo de criar um modelo inovador de gestão de resíduos urbanos que possa servir de referência para outras cidades brasileiras e do Sul Global.

A parceria representa a segunda etapa de um trabalho iniciado com a publicação do relatório Fechando o Ciclo: Transformando os Sistemas de Resíduos Urbanos e Protegendo os Rios do Brasil, elaborado pela Fundação Ellen MacArthur em conjunto com a Clean Rivers. O documento propõe soluções para reduzir a poluição causada por resíduos plásticos, principalmente em rios e oceanos, tendo o Recife como cidade-piloto para colocar essas estratégias em prática.

Segundo os organizadores, a capital pernambucana se destacou pelos investimentos realizados nos últimos anos em reciclagem, coleta seletiva, educação ambiental e economia circular, além da capacidade de desenvolver projetos que possam ser replicados em outros municípios.

Nos próximos meses, representantes da Prefeitura, empresas parceiras, cooperativas e demais instituições envolvidas irão elaborar um plano de trabalho que definirá metas, cronograma e estratégias para a execução das ações previstas pelo projeto.

A proposta está estruturada em três eixos principais: o fortalecimento da economia circular em toda a cadeia de resíduos, desde a produção das embalagens até sua reciclagem; a melhoria da limpeza urbana, com redução do descarte irregular, especialmente de plásticos em rios, canais e sistemas de drenagem; e o apoio às cooperativas e aos catadores autônomos, ampliando oportunidades de trabalho, renda e inclusão produtiva.

Representantes da Fundação Ellen MacArthur e da Clean Rivers destacaram que o Brasil reúne condições favoráveis para ampliar a reciclagem, graças à existência de uma ampla rede de catadores, ao avanço das políticas públicas e ao potencial para atrair novos investimentos destinados à infraestrutura de gestão de resíduos.

Durante o evento, a Prefeitura também inaugurou a Ecoestação Vila do Papel, no bairro de São José. A unidade é a 17ª implantada pelo programa Recife Limpa e amplia a rede de pontos destinados ao recebimento voluntário de resíduos como entulho, recicláveis, móveis, restos de poda e materiais sujeitos à logística reversa, oferecendo à população uma alternativa adequada para o descarte e contribuindo para reduzir os pontos de lixo irregular na cidade.

A entrega da nova ecoestação ocorreu poucos dias após a requalificação da Cooperativa Recicla Torre, realizada por meio de uma parceria entre a Prefeitura, a Ambipar e empresas apoiadoras. A iniciativa busca ampliar a capacidade operacional das cooperativas, fortalecer a reciclagem e aumentar a geração de renda para os trabalhadores do setor.

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Acervo CBN

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