Com informações da CBN São Paulo
Após os Estados Unidos confirmarem, nesta quinta-feira (16), uma tarifa de 25% contra produtos importados brasileiros, o governo brasileiro repudiou a decisão que estabeleceu a taxação. De acordo com o Palácio do Planalto, não há justificativa para a medida, dado que os EUA acumulam superávit superior a US$ 400 bilhões no comércio bilateral com o Brasil nos últimos 15 anos. O novo tarifaço entra em vigor na próxima quarta-feira, 22 de julho.
Entre os produtos afetados estão etanol, açúcar orgânico, aço, calçados, pescados, máquinas agrícolas e vestuário. O governo Lula também rejeita as críticas ao Pix e à regulação das plataformas digitais, e classifica como infundadas as acusações sobre falhas no combate ao desmatamento. O Palácio do Planalto declarou que dará início aos procedimentos para aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica, e que o caso deve ser levado ao mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Na tarde desta quinta-feira (16), o ministro das Relações Exteriores, chanceler Mauro Vieira, reforçou que não há justificativa para as tarifas adicionais de 25% anunciadas pelo governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros. Segundo Vieira, elas possuem “motivação política” e “não têm lastro com a realidade”.
A decisão dos Estados Unidos (EUA) foi tomada após a conclusão da investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio. Apesar da nova taxa, uma extensa lista de produtos foi excluída da sobretaxa, como é o caso da carne bovina e do café.






